Como melhorar o suor excessivo na hora de praticar esportes

Quem pratica atividade física, principalmente as modalidades esportivas mais intensas, sabe que o suor excessivo pode ser bastante desconfortável. Ainda que a produção varie de uma pessoa para outra, existem formas simples de amenizar seus efeitos.

Os cuidados devem ser maiores no verão, quando as temperaturas elevadas aumentam a perda de líquido corporal. Vale lembrar que a transpiração tem papel importante na proteção do organismo e, na maioria dos casos, não precisa ser tratada como um problema.

A seguir, vamos mostrar por que o suor acontece e como você pode reduzir o incômodo quando ele se torna frequente. Boa leitura!

Qual é a função do suor?

Essa condição serve, basicamente, para refrigerar o corpo e manter a temperatura corporal em um nível adequado ao bom funcionamento de todos os órgãos. Ela ocorre quando há aumento do esforço físico e do metabolismo, ambos processos que geram calor.

Composto por água e sais minerais, o suor é liberado por glândulas presentes em diferentes partes do corpo. O líquido que sai fica sobre a pele e, ao evaporar, leva junto parte do calor. Essa dissipação protege o organismo ao evitar o aquecimento progressivo e prejudicial à saúde.

Em algumas situações, no entanto, a transpiração se torna exagerada e pode atrapalhar tanto a rotina diária quanto a prática de exercícios físicos. Clima quente e úmido, lugares fechados e abafados, exposição ao sol e até problemas de saúde são fatores que causam suor excessivo.

Como e quando pode atrapalhar a prática esportiva?

A perda exagerada de líquidos faz com que o corpo fique muito molhado, afetando o bem-estar do indivíduo. Coceira e irritação podem aparecer, deixando qualquer atividade mais desconfortável. O foco se vai, a pessoa deixa de dar o seu melhor e o desempenho cai ao longo do exercício.

O nível de incômodo varia conforme a percepção de cada Atleta e do tipo de ação que ele precisa fazer. Imagine, por exemplo, sentir gotas de suor caindo nos olhos (o que causa ardor) durante um agachamento com barra? Ou, ainda, perder firmeza ao segurar um equipamento esportivo por estar com as mãos encharcadas?

O suor excessivo se torna preocupante quando supera a reposição de água e sais minerais. Com as glândulas sudoríparas muito ativas, o Atleta pode sofrer de desidratação e sentir uma série de sintomas, desde cãibras até a exaustão. Como você pode imaginar, é impossível manter um treino saudável nessas condições.

Como lidar com o suor excessivo e como reduzir seus efeitos?

Algumas práticas parecem ajudar, mas atrapalham e devem ser evitadas quando você está transpirando muito. São elas: secar o suor a todo momento ou molhar a pele. Ambas prejudicam o processo de evaporação, que é o que faz com que o calor seja dissipado para resfriar o corpo.

Mas então, o que fazer para reduzir os efeitos negativos da transpiração? Seguem algumas dicas.

Usar uma roupa adequada

A vestimenta deve estar adequada ao clima e à atividade que você vai praticar. Peças largas e leves são as mais indicadas para permitir a evaporação do suor, mas sabemos que nem sempre é possível investir nessa combinação. Quem pedala, por exemplo, não pode correr o risco de enroscar tecidos na bicicleta.

Em todo caso, evite malhas de algodão e outras fibras naturais, pois retêm muita água. Versões sintéticas, como a poliamida, são boas pedidas por conta da leveza e baixa absorção de umidade. Elas estão disponíveis em várias peças, como camisas, bermudas e regatas.

As meias e os calçados também precisam ser pensados com cuidado para que não promovam o suor excessivo dos pés. A boa notícia é que as marcas já desenvolvem diversos modelos que favorecem a transpiração.

Evitar treinos no calor intenso

Dias ensolarados aumentam a motivação para a prática de exercícios, mas é importante ter cautela com temperaturas muito elevadas. Observe a previsão antes de planejar seus treinos e dê preferência a períodos mais frescos (como as primeiras horas da manhã e o início da noite).

Em algumas regiões, o calor exagerado vem na companhia do aumento da umidade relativa do ar. Quando essa taxa está acima de 60%, a diferença de pressão entre as gotículas de água suspensas na atmosfera e as gotículas de suor da pele diminui, dificultando a evaporação.

Então, se a ideia é correr na Areia da praia ou escalar uma montanha, por exemplo, evite os períodos de calor excessivo. Lembre-se que a exposição ao sol forte torna tudo mais intenso.

Preferir locais ventilados

Outra alternativa a quem quer lidar melhor com a transpiração é realizar exercícios em lugares que contam com sistemas de refrigeração. Academias, arenas e quadras fechadas são ótimos locais para quem sofre com suor excessivo porque, em sua maioria, oferecem climatização artificial.

Tanto o ar-condicionado quanto os ventiladores são bem-vindos para aumentar o conforto durante a prática física. Isso porque mantêm o ar circulando em todo o ambiente, o que potencializa a evaporação dos líquidos acumulados sobre a pele.

Quais são os possíveis tratamentos?

A produção exagerada de suor nem sempre está relacionada a uma atividade física. Existem medicamentos e até grupos de alimentos capazes de afetar a transpiração. É o caso, por exemplo, de algumas drogas psiquiátricas e para pressão arterial, bem como das pimentas usadas na culinária.

O suor também pode aumentar quando o corpo apresenta muitas flutuações hormonais. Isso explica por que algumas mulheres sofrem com o problema durante as crises de TPM, gestação ou menopausa. Também há de se considerar quadros de estresse emocional e doenças específicas.

A hiperidrose é um exemplo de condição que altera a produção normal de suor. Ela faz com que o corpo produza um volume desproporcional às necessidades fisiológicas, gerando desconforto mesmo quando o indivíduo está em repouso. O tratamento varia e pode englobar tanto o uso de desodorantes quanto a cirurgia.

Se você se incomoda com o suor excessivo, já terá ótimos resultados com as dicas que listamos neste artigo. Caso desconfie de um problema maior, não hesite em consultar um médico para obter o diagnóstico correto e adotar a melhor abordagem. Isso permitirá manter uma vida ativa e com bom condicionamento físico.

Ficou com alguma dúvida ou tem algo a acrescentar ao post? Aproveite para deixar seu comentário!

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